Encauchados de Vegetais da Amazônia” é o nome da borracha natural produzida em seringais nativos por comunidades indígenas e tradicionais da Amazônia. É a construção coletiva de um negócio sustentável, uma tecnologia social que envolve conhecimento tradicional (Encauchados) e conhecimento técnico-científico (vulcanização).

A desconstrução do processo industrial de vulcanização e sua transformação, no rústico ambiente florestal, em um simples e menos oneroso processo artesanal de manuseio do látex, aliado ao conhecimento prévio dessas comunidades, está gerando uma linha diversificada de produtos com qualidade para atender a demanda do mercado. A nova borracha produzida, não é mais uma simples matéria prima para uso industrial, mas uma borracha pronta para ser utilizada pelos consumidores.

Esta nova estratégia de produção está possibilitando o manejo e a reativação dos seringais nativos da Amazônia. As pessoas vivem em plena harmonia com a natureza, como sempre viveram. A floresta continua em pé. O ambiente não sofre nenhum tipo de agressão. O projeto vem sendo desenvolvido, ao longo dos últimos 20 anos, pelo Polo de Proteção da Biodiversidade e Uso Sustentável dos Recursos Naturais – Poloprobio, em parceria com os extrativistas e suas organizações de base. Hoje, com a implantação da RedEncauchados, com o apoio da Fundação Banco do Brasil/BNDES, pela “Redes ECOFORTE de Agroecologia”, os Encauchados consolidam-se como um empreendimento econômico solidário que gera trabalho, renda, empoderamento e inclusão socioeconômica com desenvolvimento local. 





O Poloprobio é uma instituição que trabalha com produtores de látex nativo em toda a Amazônia e com a produção de encauchados de vegetais, uma técnica que permite aos seringueiros vulcanizar o látex à campo e produzir artefatos de borracha vulcanizada. Atua na área de desenvolvimento sustentado, pois conjuga ações transversais entre desenvolvimento econômico, meio-ambiente, desenvolvimento comunitário e arte e cultura. 

O foco sempre foi o empoderamento dos produtores daquilo que resultou da desconstrução das tecnologias industriais. Isso representa dizer que o conhecimento técnico foi adaptado para ser utilizado pelas comunidades tradicionais e indígenas em suas formas convencionais de atuação.

Assim, os encauchados de vegetais são apenas a vulcanização do látex de forma a ser usado diretamente pelos seringueiros para obter um produto acabado em suas comunidades. Este pensamento tem como foco a eliminação de etapas de processamento e da industrialização propriamente dita.

Para se chegar ao formato em que se encontra na presente data, a tecnologia social dos encauchados passou por várias etapas, desde a simples aplicação do látex em mantas de tecidos até a produção do composto látex/micro fibra vegetal.